
Eu sinto certa arrogância na voz de quem diz que tal filme não é para qualquer um, como se quem conseguiu entender o que o filme "quis passar" fosse, de certa forma, superior e muito mais sabido que quem não "entendeu o filme" Eu ouço muito isso a respeito de filmes que forçam um pouquinho a compreensão e exigem do espectador certo nível de atenção. Bom, eu sentia certa arrogância, porque este filme, As harmonias de Werckmeister, do diretor húngaro Béla Tarr, me convenceu que existem, sim, filmes que não são para qualquer um.