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sexta-feira, 14 de junho de 2013

José e Pilar


"Se tivesse morrido antes de conhecer Pilar, tinha morrido mais velho que sou"

Não sou de assistir documentários. Sou fãnzaço de Tom Zé, de Manoel de Barros, e acredito que, por exemplo, os documentário feitos sobre esses artistas haviam transcendido a simples missão de informar e passaram a tocar, emocionar a quem a eles assistia. O que ocorre, porém, é que eu não tinha noção do que é se emocionar em um filmes desse tipo. Que não me deixe mentir quem já viu "Só dez por cento é mentira", não precisa ser nenhum leitor assíduo de Manoel para entender sua genialidade e sentir-se profundamente encantado com o que do autor é mostrado no filme, nem precisa ser especialista em Tom Zé para se sentir empolgado e muito bem representado quando, em seu documentário "Fabricando Tom Zé", ele desatina a falar da questão dos suíços (veja o vídeo aqui). Todos esses, e muitos outros documentários, extremamente dignos e plausíveis, mas nada, nenhum outro filme do gênero que eu já vi, consegue ser comparável a "José e Pilar".

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O Evangelho Segundo Jesus Cristo




"Deus é tanto mais Deus quanto mais inacessível for"


É com frases ásperas e incrivelmente cheias de significados e críticas, como essa acima, que José Saramago vai construindo e permeando o seu romance que, vá lá, narra a história da vida de Jesus de uma maneira tão inusitada como poderia ser a narração de um ateu convicto e ranzinza. Um dos seus livros mais polêmicos (quiçá o que mais causou reboliço e indgnação de muita gente), dentre uma coleção de muitos livros nada discretos ou quietos que formam a obra do autor português.
Primeiramente, antes mesmo de ir mais à fundo no livro do Saramago, é necessário (e prazeroso) entender um pouquinho mais sobre a vida e os pensamentos desse que é, na minha opinião - e na de muitos dos seus leitores - um dos maiores escritores de toda a história da Língua Portuguesa, entando no mesmo patamar que ocupa Camões, Fernando Pessoa e Machado de Assis.