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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

In Colour - Jamie xx

Eu não imaginava que seria, em um primeiro momento, tão desafiador escutar esse disco. Desafiador, porque não é a falta de vocais ou um batida sombria, mas meticulosamente montada que me chama atenção em uma música num primeiro momento. Quando me foi proposto escutar esse álbum pensei, OK, irei curtir demais na primeira vez que escutar! Pensei isso só porque eu sabia que a crítica acerca desse trabalho tinha sido, em sua esmagadora maioria, altamente positiva. Errei, e errei feio. 

(Capa do álbum "In Colour")

Inclusive agora, escrevendo esse texto, escutando esse álbum pela trigésima vez, me sinto com um pé atrás. Meus leigos ouvidos não estão acostumando com esse tipo de música, mas consigo atribuir o devido valor a esse trabalho. Percebe-se na produção de cada faixa a importância da criação e a apropriada escolha de sons que cria um trabalho coerente e, por que não, belo. 

sábado, 15 de junho de 2013

The Suburbs - Arcade Fire


Arcade Fire é, sem dúvidas, uma das melhores e mais completas bandas que eu conheço, uma das melhores bandas, e não sou só eu que afirmo isso. Chris Martin, vocalista do mundialmente hegemônico Coldplay, disse que, as duas melhores bandas da atualidade são nada mais nada menos que Sigur Rós e Arcade Fire. Em 2010, a mega banda canadense lança um álbum que lhes deu uma enorme notoriedade no cenário internacional da música, rendendo vários prêmios, inclusive o Grammy de melhor álbum do ano, e o melhor álbum internacional no BRIT Awards, ambos em 2011.

domingo, 9 de junho de 2013

My Head Is An Animal (Of Monsters And Men)


"We used to be birds but now we're monsters." (Twitter oficial da banda)

No meio do ano passado, chegou até mim um disco que um amigo havia ganhado com músicas de várias bandas, e, no meio desse disco, tinha uma música cheia de Lalalalalala. Logo de cara ela passou a ser a minha preferida, e aqui vai algo que vocês precisam saber sobre mim: eu adoro músicas que tem Lalalalalala. E foi assim que eu conheci uma das bandas que mais me tocou em 2012 (e que continua fazendo isso), e que, além de Lalalas, também é cheia de Heys.

domingo, 19 de maio de 2013

Todos Os Olhos (Tom Zé)


“Essas coisas assustaram e o disco sumiu. E me tirou de circulação. Eu pensava que era aquele disco que ia me botar em circulação, porque era um disco foguento, cheio de malandragem” (Tom Zé, anos 2000)

Essa é minha estréia aqui no Um Livro Por Mês falando sobre discos e começo essa aventura (aventura porque música é algo que considero extremamente complexo de se analisar) já falando sobre o desafio que a mim foi imposto. Pois bem, O Samuel me desafiou no começo do mês a falar sobre um de seus discos prediletos de um artista, digamos, polêmico e, por que não, excêntrico. Antes de mais nada, chamo a atenção de vocês para a capa acima. Diferente, um pouco estranha, não? Eu peço que soltem suas respectivas imaginações e tentem imaginar o que é essa capa, do que se trata? Não falo mais nada, essa é um interpretação que eu preciso que vocês façam para provar a extravagância de Tom Zé. Ah, só mais uma coisa em relação à esse capa: ela foi considera pela Folha de S. Paulo a segunda melhor capa do século XX. E agora, mais recentemente, faz parte da exposição das 50 melhores capas de discos de todos os tempos. Se você ainda não matou a charada, tente a sorte aqui

terça-feira, 14 de maio de 2013

Speak Now: World Tour Live


O 'Um livro por mês' não é um espaço criado apenas para que os leitores possam fazer descobertas musicais, literárias ou cinéfilas, mas também um espaço para que os próprios mentores do blog fiquem cada vez mais a par do que acontece no mundo artístico e, dessa forma, todos, leitores e escritores, acabam por expandir seus conhecimentos, derrubando preconceitos, experimentando coisas que, sem uma mútua ajuda, não seriam tão facilmente experimentadas. (Bom, esse é um ideal objetivo, espero que esteja acontecendo... rs). Foi a partir dessa linha de raciocínio que eu (Samuel), Mateus e Carol, decidimos nos fazer recíprocos desafios musicais, no qual tínhamos que escrever sobre um artista que nós não ouvimos ou que, por motivos quaisquer, não gostamos. E, também seguindo essa lógica de objetivo do blog, eu aceitei escrever, desafiado pela Carolinda, sobre o álbum "Speak Now: World Tour Live", da Taylor Swift.

terça-feira, 30 de abril de 2013

In The Aeroplane Over The Sea (Neutral Milk Hotel)


This is the room, one afternoon, I knew I could love you

Lançado no ano de 1998, o segundo álbum da banda ~alternativa~ americana é considerado, hoje, um dos melhores CDs daquele ano. É claro que eu discordo muito com essas classificações de "melhor álbum do ano" ou coisas do tipo mas, quando tal eleição é feita por votos populares, fica muito mais aceitável tal colocação. Isso porque quando não é um grupo de pessoas "fechado", se tem um número bem maior de materiais analisados para as eleições e os preconceitos musicais, que cada um leva consigo, acaba sendo minimizado pelo todo, já que várias pessoas do mundo participaram. Já quando é um grupo de críticos, geralmente que vivem em um certo mesmo lugar, têm visões de mundo parecidas, além de ficar difícil acreditar que tais críticos puderam ouvir todos os álbuns lançados no mundo durante um ano todo, também fica a questão do comodismo musical bem prejudicada. Enfim, divago. Por voto popular, In the aeroplane over the sea é considerado um dos melhores álbuns de 1998 (fonte) (Aliás, esse mesmo site de avaliações de discos por pessoas comuns, também elege esse álbum como o trigésimo sexto melhor álbum de todos os tempos), e eu, com um limitadíssimo conhecimento no ramo da música, e pelo meu extremo afeto à essa obra, não irei discordar.