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terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Sorriso de Mona Lisa


Há tempos tinha vontade de assistir esse filme e ele deve ter ficado mais de ano no meu "quero ver" do filmow e agora me pergunto: por que demorei tanto pra dar uma chance para "O Sorriso de Mona Lisa"? Na verdade ando extremamente preguiçoso com tudo em relação a minha vida -percebe-se pelo fato de última postagem do blog ser em Julho. Inclusive comprei o box do Woody Allen (aquela lindão com vintes filmes do cara) há cerca de um mês e ainda não assisti nada dele. Shame on me! Mas eu e a Bethânia vamos voltar a postar com maior frequência, porque amamos a ideia do blog e gostamos muito de escrever sobre nossas impressões acerca de filmes, livros e música! Sem contar que o fato de termos um compromisso de escrever aqui nos incentiva a nunca ficarmos ociosos a essas coisitas. Enfim, mesmo a gente estando bastante ocupado, eu com a faculdade e ela com o trabalho, prometemos vez e sempre aparecer por aqui. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Louder Than A Bomb


Esse documentário é de 2011 e acredito que nem chegou a ser lançando aqui no Brasil, porque não existe uma tradução para o filme -em uma tradução livre seria algo como "Mais alto do que uma bomba" ou algo do tipo- e também fui dar uma procurada nas lojas conhecidas que temos aqui e não achei o produto. Enfim, foi graças a uma prima minha que mora em Boston e está passando as férias dela aqui que me deparei com Louder Than a Bomb. Ela sabe que gosto de poesia e é disso do que o filme trata, então ela fortemente me recomendou essa película, praticamente me emprestando seu DVD do documentário no nosso primeiro encontro e confesso que demorei algumas semanas para realmente sentar e assisti-lo. Ultimamente ando muito preguiçoso com cinema, mas tudo bem. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

José e Pilar


"Se tivesse morrido antes de conhecer Pilar, tinha morrido mais velho que sou"

Não sou de assistir documentários. Sou fãnzaço de Tom Zé, de Manoel de Barros, e acredito que, por exemplo, os documentário feitos sobre esses artistas haviam transcendido a simples missão de informar e passaram a tocar, emocionar a quem a eles assistia. O que ocorre, porém, é que eu não tinha noção do que é se emocionar em um filmes desse tipo. Que não me deixe mentir quem já viu "Só dez por cento é mentira", não precisa ser nenhum leitor assíduo de Manoel para entender sua genialidade e sentir-se profundamente encantado com o que do autor é mostrado no filme, nem precisa ser especialista em Tom Zé para se sentir empolgado e muito bem representado quando, em seu documentário "Fabricando Tom Zé", ele desatina a falar da questão dos suíços (veja o vídeo aqui). Todos esses, e muitos outros documentários, extremamente dignos e plausíveis, mas nada, nenhum outro filme do gênero que eu já vi, consegue ser comparável a "José e Pilar".

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Faroeste Caboclo


Eu nasci no último ano da década de 80. Todos sabem que tenho gostos um pouco "velhos" para música e afins. Mas, não é só por causa disso que eu gosto de Legião Urbana. Acho que qualquer pessoa que que tenha perguntas sem respostas, ou curta minimamente rock brasileiro, gosta do som deles. Porém, se você não conhece a música Faroeste Caboclo, pode escutá-la aqui.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Elefante Branco



Nunca tinha entrado em contato com algum filme desse diretor, mas já sabia por alto que Pablo Trapero está, em seus filmes, em busca de um cinema de grandes temas e de contrapartidas sociais. Me deparei assistindo "Elefante Branco" de uma forma um tanto aleatória. Eu estava na faculdade participando de um curso de extensão e, logo quando minha aula acabou, uma colega me convidou para ficar ali na universidade, porque logo mais teria uma amostra de um filme argentino. Na verdade, eu tinha mil coisas para fazer em casa, muitos deveres e trabalhos, mas cedi ao pedido desta minha colega e fiquei para a suposta sessão. Só fui descobrir o nome do filme assim quando ele apareceu em letras garrafais logo no começo do longa.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Drive


Há tempos eu estava com vontade de assistir esse filme e foi em um dia de tédio que baixei "Drive". Logo nos primeiros minutos de filme, uma amiga minha me ligou e perguntou o que eu estava fazendo. Respondi que estava começando a assistir ao filme que o Ryan Gosling atua como um motorista bad ass. Ela me retrucou com estas exatas palavras (e faço questão de transcreve-las aqui da forma que foram ditas para vocês terem noção do drama da situação): "Esse filme é horrível. É péssimo. Dói de tão ruim. O cara fica o filme inteiro com uma cara passada sem expressão do início ao fim e quando abre a boca para falar, fala pouco. Não gostei, achei muito sem sentindo." 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ghost World - Aprendendo a viver


Talvez a massiva maioria das pessoas iria torcer o nariz e fazer cara de incompreensão quando, se caso alguém tivesse a peculiar curiosidade e me questionasse sobre meu filme favorito, eu respondesse que no topo da minha preferência cinematográfica está "Árvore da Vida", do Terrence Malick, e este, belíssimo e divertidíssimo filme, Ghost World. Se um circula nas altas rodas do cinema, indicado a Oscar de Melhor Filme, ganhador de Cannes, conhecido e reconhecido por qualquer um que procure saber sobre cinema, e tido como um dos melhores filmes, pela crítica especializada, dos últimos tempos, Ghost World ainda recebe o título de "underground", apesar de realmente ter aparecido em várias premiações, como no Oscar, pela indicação na categoria de Melhor Roteiro Adaptado (aliás, engula essa, vingadores! Ghost World foi o primeiro e, junto com "A History of Violence", formam o grupo de únicos filmes baseados em quadrinhos indicados na categoria), no Globo de Ouro, e em muitas outras premiações menores.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A Riviera Não É Aqui


A Riviera Não É Aqui (Bienvenue Chez Les Ch'tis, em francês) é uma comédia francesa lançada em 2008 que rompe vários estereótipos sobre filmes franceses, e que ainda em 2008 ganhou o título de produção francesa mais assistida da história!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Medianeras: Buenos Aires Na Era Do Amor Virtual


Se, por um lado nós, brasileiros, sempre nos gabamos de ter cinco copas do mundo e o melhor jogador de futebol da história, por outro, temos de dar o braço a torcer para o cinema argentino, perante a nossa centenária, e várias vezes centenária, rivalidade com os hermanos. É certo que temos nomes como Glauber Rocha, Fernando Meirelles e Fernanda Montenegro, mas, sob a minha óptica, a atual produção cinematográfica da Argentina vem superando a brasileira. Beira a estupidez dizer que o cinema de um país é melhor que o de outro, mas que os argentinos sabem fazer filmes de qualidade indubtável, que enchem-nos os olhos, isso é fato. E a estória mais uma vez se repete em 'Medianeras', um filme excepcional, que passa longe de decepcionar, em todos os seus aspectos.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Finding Forrester


Finding Forrester (2000) chegou até mim pelas mãos de uma das melhores professoras que tive na faculdade. Ela me dava aulas de Literatura Inglesa e sempre me enchia de conselhos, textos, mimos, e filmes. Em todos os filmes que ela me dava eu conseguia enxergar uma mensagem importante, algo que ela queria que eu soubesse, mas que descobrisse sozinha. Porém, ao assistir o início de Finding Forrester fiquei intrigada, pois não conseguia imaginar uma história surpreendente. Ainda bem que eu estava completamente errada.

domingo, 12 de maio de 2013

Românticos Anônimos


''A princípio, quando a moça disse que sentia angústia, o rapaz se surpreendeu tanto que corou e mudou rapidamente de assunto para disfarçar o aceleramento do coração. 
Mas há muito tempo — desde que era jovem — ele passara afoitamente do simplismo infantil de falar dos acontecimentos em termo de "coincidência". Ou melhor — evoluindo muito e não acreditando nunca mais — ele considerava a expressão "coincidência" um novo truque de palavras e um renovado ludíbrio. 
Assim, engolida emocionadamente a alegria involuntária que a verdadeiramente espantosa coincidência dela também sentir angústia lhe provocara — ele se viu falando com ela na sua própria angústia, e logo com uma moça! Ele que de coração de mulher só recebera o beijo de mãe.''

Sinceramente, esse filme foi uma enorme surpresa para mim. Eu não esperava muita coisa e acho que essa "falta de expectativas" só contribuiu mais para minha impressão final. Esse trecho acima, de um conto da Clarice Lispector chamado "A Mensagem", exemplifica bem a essência da obra que irá retratar de um forma mais expansiva e agigantada, mas mesmo assim delicada e sensível, as emoções dos seres humanos. Todos nós temos algum sentimento que se expande tanto dentro de nós ao ponto de perdermos nosso controle sobre ele... É comum que isso aconteça e é comum não conseguir lidar com ele, então criamos um válvula de escape, qualquer que seja, é preciso extravasar nosso medo, amor, angústia, fúria ou qualquer outra sensação que transcenda nossa racionalidade. Dito isto, é impossível não sentir múltiplas catarses assistindo "Românticos Anônimos", porque a verossimilidade do filme é tão intensa que eu me envia chorando nos momentos de felicidade dos personagens, porque a felicidade deles é tão sofrida... Não no sentido de pisada, mas no sentindo de que eles não conseguem lidar com ela. Ambos sofrem com isso, mas tentam resistir e enfrentar seus medos. Esse filme é sobre uma linda estória de amor. É brutalmente simples, delicado e sensível, mas ao mesmo tempo inesperadamente intenso e profundo. E a música aqui é tão presente e cheia de significados que é simplesmente maravilhoso. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

127 Horas



Imaginem meu desespero assistindo esse filme. É muito tenso, muito dramático e muito agonizante. Se você tem estômago fraco, desiste, você não conseguirá assistir esse filme. Não que contenha muito sangue e coisas do gênero, mas é que o James Franco é tão incrivelmente incrível que ele conseguiu transportar toda dor e sofrimento de seu personagem para as mãos de quem assiste o filme. Eu, que nem consigo ficar parado numa mesma posição por muito tempo sem me sentir incomodado, sofri e me senti extremamente incomodado com essa obra cinematográfica. Lembro de ter lido em algum lugar, quando o filme foi lançado, que muitas pessoas chegaram até desmaiar nas sessões. Beleza, isso eu já acho um tanto quanto anormal. Não chega a tanto, mas é, você ficará bem apreensivo caso assista ao filme.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A Última Noite de Boris Grushenko



Penso que seja, talvez, uma identificação profunda, mas até hoje não vi um filme sequer do Woody Allen que eu não tenha gostado muito. Nao, não existe nenhum que eu tenha gostado "mais ou menos": de todos desse diretor que eu já vi, apesar de, confesso, não ter visto a maioria de seus filmes (por enquanto), de todos eu gostei muitíssimo. Das comédias aos dramas. E é praticamente impossível não rir nos filmes em que ele atua. A sua faceta cômica é extremamente vívida, porém, se assim cabe dizer, o humor de Woody Allen é sempre uma coisa muito discreta e não apelativa, como um humor subliminar, onde é necessário ler as entrelinhas para entender a comicidade. Já em 'A última noite de Boris Grushenko', Woody abre mão do seu humor "fino", e parte para uma comédia mais apelativa, "escrachada", por assim dizer. E, desnecessário dizer, o diretor acerta em cheio.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

As Harmonias De Werckmeister


Eu sinto certa arrogância na voz de quem diz que tal filme não é para qualquer um, como se quem conseguiu entender o que o filme "quis passar" fosse, de certa forma, superior e muito mais sabido que quem não "entendeu o filme" Eu ouço muito isso a respeito de filmes que forçam um pouquinho a compreensão e exigem do espectador certo nível de atenção. Bom, eu sentia certa arrogância, porque este filme, As harmonias de Werckmeister, do diretor húngaro Béla Tarr, me convenceu que existem, sim, filmes que não são para qualquer um.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Férias Frustadas De Verão





Em primeiro lugar, este filme é considerado comédia enquanto não tem nada, sério, nem um leve momento de quase risada durante o longa -pelo menos comigo foi assim. E outra: já comecei a assistir ao filme com um enorme pé atrás quando vi que o diretor, que também é roteirista aqui, é o mesmo de "Super Bad", aquele filme forçadíssimo de três jovens que acabaram de sair do colegial (ou estão quase saindo, não me lembro mais). Enfim, este já foi um motivo bastante grande para que eu já começasse a enxergar os elementos do filme com um visão, confesso, preconceituosa. 

Beleza, não quero dar spoiler, mas o filme é basicamente assim: um menino bastante inteligente, ainda virgem, formou-se na faculdade e já tinha planos de viajar pela Europa, porém seus pais não podem mais arcar com as despesas de sua viagem. Então, nosso bom moço volta para sua cidade natal e terá de trabalhar com o intuito de juntar algum dinheiro. O menino aqui não tem experiência nenhum e o único lugar que consegue um emprego é no parque de diversões da cidade chamado Adventureland. Lá, neste parque, ele passa por algumas experiências tratadas no filme de forma bastante superficiais e acaba por ficar bem íntimo dessa garota um tanto única. Acho que todo filme pode ser resumido nestas últimas linhas que escrevi. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O Som Ao Redor



No beco ou na varanda
o medo é o mesmo.

Ruge a rude urbe.
Eu vaticino:
não há assassinatos,
só ajustes.

Já há tempos que se necessitava de um retrato tão fiel e tao genial da ascendente classe-média no nosso país. Machado de Assis fez isso dentro do seu realismo, os modernistas, apesar de focarem na brasiidade, não tinham tanto material em mãos para trabalharem como hoje se tem. No início do século passado, e no decorrer dele, a classe-média brasileira não era tão expressiva, culturalmente falando. O que se vê hoje no país é uma massificação dessa classe social. No ugar de maioria pobre, vemos hoje, no país, o maior contingente populacional estagnado ente as partes mais superiores e as partes mais inferiores da pirâmide social. E isso é matéria para a produção de arte.