
"Se tivesse morrido antes de conhecer Pilar, tinha morrido mais velho que sou"
Não sou de assistir documentários. Sou fãnzaço de Tom Zé, de Manoel de Barros, e acredito que, por exemplo, os documentário feitos sobre esses artistas haviam transcendido a simples missão de informar e passaram a tocar, emocionar a quem a eles assistia. O que ocorre, porém, é que eu não tinha noção do que é se emocionar em um filmes desse tipo. Que não me deixe mentir quem já viu "Só dez por cento é mentira", não precisa ser nenhum leitor assíduo de Manoel para entender sua genialidade e sentir-se profundamente encantado com o que do autor é mostrado no filme, nem precisa ser especialista em Tom Zé para se sentir empolgado e muito bem representado quando, em seu documentário "Fabricando Tom Zé", ele desatina a falar da questão dos suíços (veja o vídeo aqui). Todos esses, e muitos outros documentários, extremamente dignos e plausíveis, mas nada, nenhum outro filme do gênero que eu já vi, consegue ser comparável a "José e Pilar".





